O espiritismo prega a continuidade da vida após a morte, o livre arbítrio e um objetivo que nos direciona para um certo ponto escolhido por nós antes da reencarnação, que alguns chamam de ?destino?.
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Ainda que o destino possa parecer contraditório para uma doutrina que defende o livre arbítrio (a possibilidade de escolhas), entendo que uma coisa não se contrapõe à outra, posto que o destino é o objetivo, o lugar a se chegar, e as escolhas que fazemos representam o caminho para este lugar. Podemos dificultar a chegada a este lugar e conforme nossas escolhas, corremos o risco de sequer chegar a ele, mesmo que o universo conspire a favor do ?Senhor Destino?.
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Mas quando pensamos no destino como o objetivo da nossa vida podemos nos desentender com aqueles que dele desacreditam e que repetem frases feitas como ?o destino é a gente quem faz?, mas eu ainda prefiro acreditar no destino (e não critico quem não acredite).
A doutrina explica que o destino é representado pelo que está escrito na linha da vida, é a nossa missão e vem junto com os carmas (a lei do retorno daquilo que fizemos em outras vidas), enquanto as escolhas que fazemos podem impactar positiva ou negativamente na trajetória, e, independentemente de qualquer entendimento, o universo vai conspirar ?sempre? para que o destino se cumpra.
E acreditar no destino não nos retira a responsabilidade sobre as nossas escolhas, porque lembra: se nos desviarmos desse caminho ?então traçado? podemos dificultar nossa jornada ou até nunca chegarmos onde deveríamos...
É por isso que precisamos vigiar e orar. Vigia e ora, não te desvies do teu destino para não prolongar-se nas curvas e nos perigos desnecessários.
Confia em Deus e segue, uma hora alcançarás o seu destino, mas faça a sua parte porque o sucesso da sua caminhada depende das suas escolhas, do seu livre-arbítrio.

