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Alguns espíritos evoluídos tiveram permissão divina para após a morte, de alguma forma, nos contar sobra a vida do lado de lá, o lado que não conhecemos, como André Luiz, um médico que desencarnou e se viu em um mundo que não conhecia e que jamais imaginou existir, acordando em uma dimensão onde a vida continua e tendo que enfrentar todos os seus desvios de personalidade e fraquezas para prosseguir evoluindo.

 

Diversos espíritos nos auxiliam do lado de lá, contando de diversas formas sobre a vida após a morte, nos mostrando um universo já não ?tão desconhecido?, graças as suas revelações que se dão por meio de médiuns que servem ao propósito nada fácil deste intercâmbio.

 

Allan Kardec continua sendo uma personalidade na doutrina espírita e as suas obras reescrevem a história da humanidade sob a ótica do espiritismo levando muitas pessoas no mundo inteiro a explicações para a vida e para a morte nos seus ensinamentos.

 

Na atualidade Chico Xavier, ilustre representante dos ensinamentos espíritas (médium conhecido pela história de luta e pelo dom da humildade), nos deixou o exemplo de resignação e de entrega ao próximo conquistando mais do que a sua geração, também jovens leitores que despertam para os seus ensinamentos.

 

Temos tantos outros autores (encarnados e desencarnados) que se propõe a disseminar os ensinamentos espíritas, como o conhecido Divaldo Franco que faz novos adeptos com seus discursos e palestras magníficas, especialmente para aqueles que tentam vigiar seus pensamentos e atitudes como forma justificativa da evolução espiritual, ou ainda Vera Lucia Marenzeck, que escreveu, dentre tantos o conhecido Violetas Na Janela.

 

Atualmente existem milhares de simpatizantes do espiritismo dentro das igrejas católicas, pessoas que frequentam as missas e rezam para seus santos, como eu, devota de Nossa Senhora Aparecida, e que acreditam nestes ensinamentos que explicam a morte após a vida e a lei do retorno.

 

O fato é que a crença na lei do retorno e em tantos outros ensinamentos espíritas alimenta uma legião de pessoas que dão o seu melhor (ou tentam) com receio daquilo que podem atrair pela sua forma de agir e este talvez seja a maior dádiva desta doutrina, ensinar a todos que se deve dar aquilo que se quer receber e buscar a paz interior e a comunhão de boas energias.

 

E é esse caminho que vivemos a procurar, o da evolução espiritual para encontrar a paz e a felicidade, o nosso ponto comum, pessoas do bem, de qualquer religião, crentes na mesma fé, e com as mesmas esperanças que nos fazem pensar nas pessoas boas que ainda existem no mundo, por causa disso percebemos que a humanidade ainda tem jeito.

 

O certo é que a vida segue, evolui independentemente da nossa vontade. As caminhadas nos levam por estradas ?mais? ou ?menos? floridas pela sorte, dizem alguns, ou pelo fatal trajeto já definido, sob a ótica de tantos que chamam nossa história de destino.

 

Semana passada falei sobre a bagagem que carregamos de vida em vida:

 

https://simoneamorim.com/-a-bagagem-de-outras-vidas

 

Talvez essas flores existam em qualquer estrada e sejamos nós a não enxergá-las, dada a pressa de chegarmos logo em algum lugar, outras vezes estamos tão envolvidos em nossos problemas e não prestamos atenção nem naqueles que estão à beira do caminho, quanto mais nas flores.

 

Geralmente as pessoas mais racionais que precisam de explicações para tudo e defendem a ciência sobre a experiência, são as mais insensíveis à percepção do mundo espiritual e passam a vida sem qualquer evidência do sobrenatural (como tantos chamam as experiências espirituais).

 

O mundo que nos contam do lado de lá não passa da continuidade deste mundo que aqui conhecemos e as coisas que nos importam aqui, são as mesmas que nos preocupam por lá, por isso o sensível fio que une os dois mundos tem chamado cada vez mais a nossa atenção daqui, intuídos e inspirados, sem que algumas vezes saibamos, por espíritos que comungam da mesma essência da vida.

 

Então, para falar sobre destino, livre arbítrio, lei do retorno, felicidade, influências espirituais, sobre as flores dos caminhos, sobre crença em um mundo melhor, fenômenos sobrenaturais, vida pós morte e morte em plena vida, sobre os diversos autores que nos deixam seu legado (incrível a explorar) é que eu quero destinar parte da minha vida, do caminho que ainda tenho a percorrer, porque se cheguei até aqui, de onde vim já não me importa, preciso mesmo é saber para onde vou, e, com certeza, para muito além daqui.